Lá estava eu,empolgada conversando com minha amiga sobre as coisas idiotas que um garoto havia acabado de me dizer,quando ele entrou,como sempre de camiseta pólo,listrada,o que na minha opinião era o que lhe dava um charme á mais.
Depois de tudo que havia acontecido eu ainda tremia ao vê-lo ou quando ele me olhava e sorria.
Enquanto ele escolhia alguns tomates grandes ,a gente conversava,tirava sarro da minha amiga que pelo visto estava interessada no amigo dele,ele ria,concordando comigo,e fingiu não ver os braços da minha amiga estendido,esperando o saquinho cheio de tomates para serem pesados,dando a volta para me entregar o pacote,nossas mãos se tocaram ,que nos fez nos olharmos e por um minuto eu poderia jurar que eu vi uma pontinha do sentimento que ele dizia ter tido por mim.
O perfume dele sempre foi meu preferido,apesar de eu não saber se era realmente um perfume ou o cheiro dele.Enquanto minha amiga tagarelava, eu ouvia seus passos atrás de mim,e enquanto eu pesava eu rezava para minhas mãos se comportarem e não tremerem como da ultima vez,o que não aconteceu,eu tremi como uma tola,enquanto ele me observava.
Eu gosto de pensar que tudo acabou,um sentimento abortado prematuramente,e que eu não sinto nada,que não era para acontecer o que havia acontecido,que ele não era garoto para mim e aquilo que eu carregava no peito por longos oito meses não tinha nada a ver com amor!.
A conversa andava num rumo legal,aonde o foco não era os nossos problemas e sim o "romance" da minha amiga com o amigo dele( que talvez poderia dar certo!).
Xinguei minha amiga em pensamento quando notei que ela não estava no caixa para para passar as compras,e lá fui eu,com um sorriso na cara e o coração partido,e novamente as malditas mãos se cruzaram,o que me fez olhar,para procurar uma aliança,enquanto ele falava algo sobre não saber aonde a patroa dele iria enfiar tantas velas ,que ela havia pedido para ele buscar,eu ria,e nossas mãos se tocaram de novo,aquilo já estava passando dos limites(eu pensava>>são só mãos,são só mãos),oque incomodava não eram as mãos e sim o fato de que já háviamos andados de mãos dadas,aquelas mãos já haviam segurado na minha cintura e no meu pescoço,esse era o X da questão.
Ele se despediu e saiu.
Minha amiga ria,falando coisas bobas de nós dois.
...
Eu estava deitada na cama,virando de um lado para o outro,tentando dormir e me perguntando quando tudo acaba,quando tudo começa?!
Ele ainda era aquele garoto fofo que levava doces para mim e ficava vermelho ao me ver,mas havia muitas magoas e dores entre isso,eu havia dado o fora nele por um outro cara idiota,ele havia arrumado uma namorada,depois aconteceu uma discussão boba por culpa de uma outra pessoa.
E agora são só dois conhecidos,com sentimentos reprimidos ,levando a vida em frente,esperando a hora de aparecer outra pessoa para ser uma conversa entre amigos!

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